Sobre
11ª edição Open House Porto
Open House Porto 2026: Uma reflexão sobre o tempo e a transformação na Arquitetura
Dedicada ao tema Pentimenti, a 11ª edição do Open House Porto propõe partirmos à descoberta das múltiplas vidas, perfis e vocações de um grupo de edifícios de Maia, Matosinhos, Porto e, pela primeira vez na qualidade de cidade convidada, Gondomar.
Com curadoria da arquiteta e artista plástica Maria Souto de Moura e do arquiteto e fotógrafo Francisco Ascensão, o tema deste ano vai buscar inspiração ao fenómeno de “sobreposição de camadas de uma pintura que, com o tempo, se tornam visíveis, deixando ler hesitações, mudanças de rumo ou correções feitas pelo artista”, aplicando-o à arquitetura.
O resultado é um roteiro composto por mais de meia centena de edifícios de diferentes tipologias, muitos dos quais abrem as portas pela primeira vez este ano, convidando o público a desvendar as histórias e as transformações que se escondem por detrás das várias existências dos espaços.
Abertos a visitas gratuitas durante o fim de semana de 4 e 5 de julho vão estar edifícios de grande valor patrimonial cuja função e uso foram alterados para garantir a sua preservação; estruturas que foram transformadas de forma surpreendente e assumiram funções inesperadas; e espaços abertos e expectantes a aguardar que a cidade os identifique, valorize e transforme.
Acompanhada por diversas atividades educativas destinados a todo o tipo de públicos e programas paralelos variados espalhados pelo território das quatro cidades, a 11ª edição do OHP vai mais uma vez celebrar a arquitetura com o extraordinário apoio de cerca de 400 voluntários, o contributo de 80 especialistas e a generosidade de muitos parceiros.
A festa da arquitetura está de volta!
Texto curatorial
Pentimenti é um termo que designa a sobreposição de camadas de uma pintura que, com o tempo, se tornam visíveis, deixando ler hesitações, mudanças de rumo ou correções feitas pelo artista.
De modo semelhante, na arquitetura, os espaços contêm diversas camadas, mais ou menos ocultas, que revelam a resiliência face a necessárias mudanças no curso da sua existência. Uma arquitetura sustentável poderá ser aquela que atravessa os tempos e vai servindo novos propósitos, à revelia de um programa que condenaria a sua eventual intemporalidade. A versatilidade traduz-se na possibilidade de permanência.
No contexto da edição do Open House 2026, propomos olhar para espaços onde a sobreposição de camadas põe em confronto mudanças de paradigma, questionando o equilíbrio ou a permanente negociação entre Tempo, Espaço e Programa em Arquitetura.
RESPOSTA Num primeiro momento, exploram-se exemplos que resultam da necessidade de transformação de edifícios cujo valor patrimonial é consensualmente reconhecido, sendo, no entanto, inevitável a alteração do programa inicial para evitar a sua obsolescência.
REAÇÃO Num segundo momento, selecionam-se exemplos que subvertem radicalmente os propósitos originais da construção preexistente, como reação à atual dificuldade de acesso a património edificado qualificado, ou simplesmente como exercício que procura oportunidades onde pareciam não existir.
PERGUNTA Por fim, propõe-se um olhar sobre lugares em estado expectante, procurando, por um lado, lançar o debate sobre o futuro da cidade e, por outro, apelar à importância do exercício de mapeamento enquanto ferramenta para a valorização, preservação e transformação da paisagem, da história e da memória coletiva das cidades.
Francisco Ascensão e Maria Souto de Moura, Curadores OHP’26
Os curadores
Francisco Ascensão (Porto, 1991) é arquiteto e fotógrafo. Em 2015, formou-se pela FAUP, tendo-lhe sido atribuído o prémio Viana de Lima na categoria de Arquitetura. Em 2021, concluiu o Master em Fotografia Artística no Instituto de Produção Cultural e Imagem, no Porto. No âmbito da arquitetura, trabalhou no escritório Architecten, de Vylder Vinck Taillieu, em Gent, entre 2014 e 2016, e com o arquiteto Nuno Brandão Costa, no Porto, de 2016 a 2023. Desde 2014, desenvolve projetos de autoria própria e partilhada, tendo colaborado nos últimos anos com José Luís Tavares, Patrícia Morais, Atelier Local e Ana Catarina Costa. Enquanto fotógrafo, desde 2018, tem desenvolvido projetos pessoais, bem como colaborações com ateliês de arquitetura e instituições culturais e editoriais, fotografando, ocasionalmente, em dupla com Luca Bosco. Em 2023, venceu o 1.º prémio do Open Call Fotografia e Território, promovido pelo Centro de Estudos em Fotografia de Tomar, Encontros da Imagem de Braga e Imago Lisboa Photo.
Maria Souto de Moura (Porto, 1990) é arquiteta e artista plástica. Formou-se em Arquitetura pela FAUP, em 2014, ano em que recebeu o Prémio Viana de Lima — Arquitetura, e concluiu o Mestrado em Artes Plásticas — Pintura pela FBAUP, em 2025, com a obra xyz, criada para os Lavadouros de São Nicolau, no Porto. Entre 2014 e 2023, trabalhou no ateliê de Álvaro Siza, integrando projetos como a Fundação Gramaxo e a Ala Álvaro Siza do Museu de Serralves. Foi selecionada para a mostra Jovens Criadores 2017 com o pavilhão Contemplação Particular, desenvolvido em colaboração com o pintor António Gonçalves e apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Em 2021, arrecadou o 1.º lugar do concurso para o Projeto de Construção de Habitação Acessível em Lordelo do Ouro, Porto, em parceria com Francisco Pina, Luís Caleiro e Francisco Pinto. Atualmente, é assistente convidada na disciplina de Projeto 4 da FAUP e desenvolve a sua prática profissional no ateliê fr-ia, do qual é cofundadora.
Como Funcionam as Visitas
Durante um fim de semana, 4 e 5 julho de 2026, o público é convidado de forma totalmente gratuita a conhecer um roteiro proposto pela curadoria do evento. Cada participante, poderá criar um itinerário à sua medida, explorando a arquitetura e a cidade através de um novo olhar.
Formatos de Visita
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Visita Livre — visita ao espaço sem formação de grupos dentro do horário estipulado;
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Visita Acompanhada — visita ao espaço com formação de grupos orientada pela equipa de voluntários Open House Porto;
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Visita Comentada — visita ao espaço com formação de grupos comentada pelo autor do projeto de arquitetura ou por um especialista convidado.
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Visita em inglês — visita ao espaço com formação de grupos orientada pela equipa de voluntários Open House Porto em língua inglesa;
Formas de Acesso às visitas
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O acesso a todas as visitas é SEM MARCAÇÃO, POR ORDEM DE CHEGADA.
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Para as visitas “Roteiro para a Inclusão” integradas no Programa Caleidoscópio, a participação na visita orientada para pessoas cegas e com baixa visão será via ACAPO e para as visitas com tradução para LGP por ordem de chegada com prioridade para pessoas surdas.
Acessibilidade
Todos os espaços do roteiro terão junto à sua informação detalhada a indicação de acesso total, parcial ou inexistente a pessoas com mobilidade condicionada. A indicação de acessibilidade parcial informa que algumas zonas do espaço em visita poderão não ser acessíveis ou apresentam barreiras físicas no seu acesso.
Programa Caleidoscópio
Conjunto de atividades gratuitas produzidas pela Casa da Arquitetura ou em parceria destinadas a todo o tipo de públicos para uma nova perspetiva de exploração e ocupação dos espaços durante o Open House Porto.
Programa Plus
Programa paralelo de atividades gratuitas promovidas por entidades externas à Casa da Arquitetura cujo perfil e local se enquadram no Open House Porto.
Mais Informações
Todas as informações e atualizações relativas ao evento (edição 2026), nomeadamente, espaços do roteiro, horários, modelo e forma de acesso às visitas serão aqui disponibilizadas (site www.openhouseporto.com).
A organização Open House Porto apenas se responsabiliza pelas visitas aos espaços realizadas nos dias e horários informados no âmbito do evento.
O Open House Porto está de volta. Faça parte desta experiência!